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Na reta final para Réveillon e férias de verão hotéis do Rio terão ‘boom’ de vagas temporárias

Faltando apenas um mês para a virada do ano e o início da temporada de verão, mercado de hotelaria carioca está aquecido, com grande número de vagas abertas, pensando na demanda aumentada; movimento de impacto social D11 Brasil qualifica mão de obra gratuitamente para preencher essa lacuna em hospitalidade

São Paulo, dezembro de 2023 – Após um longo período de pandemia, o setor de turismo voltou a crescer no Brasil. Segundo o relatório de 2023 da Panorama da Hotelaria Brasileira, produzido pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e HotelInvest, a previsão de investimento é de R$ 5,7 bilhões em hotéis urbanos até 2027.

E o Rio de Janeiro, que já é considerada uma das cidades mais turísticas do mundo, vem se destacando neste momento, e espera receber ainda mais visitantes. Segundo pesquisa do HotéisRio, a ocupação hoteleira, em 2022, alcançou a média de 70% na capital fluminense de janeiro a junho. O número é maior do que todo o ano de 2022, no qual a cidade registrou 65% de ocupação. Em 2021, foram 48%.

Em dezembro de 2022, o Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (Hotéis Rio) indicou que a temporada de Réveillon teve grande procura no estado. Com apenas 3 dias para a chegada do novo ano, a ocupação dos hotéis cariocas atingiu impressionantes 92,51%. Ainda conforme dados do Sindicato, os bairros mais disputados foram os da zona sul, com destaque para Ipanema e Leblon, liderando com ocupação de 96,98%, seguidos por Flamengo e Botafogo (96,50%), Leme e Copacabana (95,84%), Barra da Tijuca e São Conrado (93,19%).

De olho nesse “gap” no segmento de hospitalidade, a D11 Brasil- movimento de impacto social engajado no combate ao desemprego no país- oferece capacitação 100% gratuita para quem deseja atuar como garçom, auxiliar de cozinha, camareira e outras funções do ramo hoteleiro. O foco das capacitações são os moradores das comunidades cariocas, público que tradicionalmente enfrenta dificuldades para se capacitar e para se inserir no mercado de trabalho.

“Combater o desemprego e criar oportunidades para quem precisa é o principal objetivo da D11 Brasil. A mão de obra qualificada é fundamental, e o governo, em parceria com organizações não governamentais, devem investir e apoiar programas de capacitação profissional nas favelas, o que temos tentado fomentar através de nossas formações”, explica a CEO da D11, Zara Bulgari Carrano.

A D11 Brasil emerge como uma plataforma para oferecer formação e encaminhar ao mercado de trabalho pessoas em situação de vulnerabilidade social. “A capacitação local, com investimentos contínuos, assegura que o crescimento beneficie a sociedade, proporcionando oportunidades sustentáveis para comunidades menos favorecidas”, acrescenta Zara.

E segundo a expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que estima 108,5 mil vagas preenchidas, houve um crescimento de 5,6% em relação ao ano passado, quando foram 97,9 mil contratações.

Pessoas já capacitadas e meta para 2024

Por meio de seus programas de formação, a D11 já capacitou cerca de 100 pessoas, e até o final de 2024, a meta é profissionalizar mil pessoas que vivem em comunidades cariocas – como Rocinha, Vidigal e Santa Marta.

“A atuação da D11 no Rio de Janeiro foi a realização de um sonho possível através da parceria com a ONG Pedrinho Social, instituição com mais de 22 anos de história na cidade. Por meio dessa ação conjunta, desenvolvemos um projeto voltado para a formação de garçons e outras funções no segmento de hotelaria, inicialmente na Rocinha. Estamos empenhados em expandir, em breve, nossas atividades para mais favelas do Rio, como Santa Marta, e Vidigal, com a meta de capacitar 1000 pessoas até 2024 e, assim, transformar vidas”, comenta Zara.

A formação mais recente aconteceu em setembro, na Rocinha, e contemplou 20 pessoas da comunidade. O curso teve aderência de várias mulheres inscritas no treinamento desta área, que é considerada uma das mais importantes para o setor de serviços – segmento expressivo para a economia brasileira. Além dos participantes da Rocinha, participaram mais 10 refugiados, em uma parceria com o Acnur (Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, da ONU).

“Além da formação gratuita, os participantes são sempre encaminhados para colocação no mercado, por meio do contato com chefs renomados e com representantes da Rede Accor, nossa parceira e apoiadora dos programas da D11. Muitos dos alunos acabam sendo convidados a participar de processos seletivos, e já tivemos casos de participantes que saíram contratados”, explica Zara.

“Com o crescimento do turismo no Brasil, haverá cada vez mais vagas e procura por profissionais qualificados, por isso, pretendemos ajudar cada vez mais esses jovens e através da capacitação não apenas transformar vidas, mas moldar um futuro mais promissor”, finaliza Zara.

Sobre a D11 Brasil – A D11 Brasil é um movimento de impacto social que atua em prol do combate ao desemprego no Brasil, por meio da oferta de mão de obra qualificada para as empresas do setor de hospitalidade. A organização atua com base em três pilares – pessoas, capacitação profissional e empregabilidade, oferecendo formação em gastronomia e hospitalidade, e qualificando pessoas de comunidades e em situação de vulnerabilidade social para desempenharem funções como garçom e camareira, entre outras atividades exercidas em hotéis e restaurantes. O lema da D11 é “transformar vidas ao temperar sonhos” dos que vivem em comunidades.