Antes símbolo absoluto do turismo de observação, a onça-pintada divide espaço com outro ícone da fauna pantaneira, despertando o interesse internacional e fortalecendo o modelo sustentável da Pousada Piuval.
O Pantanal brasileiro vive uma transformação silenciosa no perfil do turismo de natureza. Se por anos a onça-pintada foi a grande protagonista das expedições e safáris fotográficos, agora um novo personagem vem ganhando destaque entre visitantes estrangeiros: o tamanduá-bandeira.
Novo protagonista do turismo de observação
Na Pousada Piuval, o aumento da procura por avistamentos do tamanduá-bandeira acompanha uma tendência global de valorização da biodiversidade em sua totalidade. Turistas estrangeiros, especialmente europeus e norte-americanos, têm demonstrado interesse crescente por espécies menos exploradas, buscando experiências mais amplas e autênticas.
“O Pantanal é muito mais do que a onça-pintada. O crescente interesse pelo tamanduá-bandeira mostra que o visitante está cada vez mais atento à riqueza do bioma como um todo”, afirma a equipe da pousada.
Esse novo olhar contribui para ampliar o valor do turismo sustentável, diversificando as atividades e reduzindo a pressão sobre uma única espécie, o que favorece a conservação de todo o ambiente.
Safáris no entardecer ampliam as chances de avistamento
O comportamento do tamanduá-bandeira influencia diretamente as estratégias de observação. O animal costuma ser mais ativo em períodos de temperaturas mais amenas, especialmente no final da tarde e início da noite — horários ideais para os safáris organizados pela pousada.
ssas expedições oferecem não apenas a possibilidade de encontro com o animal, mas também um espetáculo natural à parte. O pôr do sol no Pantanal, com suas cores intensas refletidas na paisagem alagada, transforma cada saída em uma experiência sensorial completa.
Hospedagem sustentável e ciência aplicada fortalecem a experiência
Referência em turismo sustentável, a Pousada Piuval integra práticas de conservação à experiência do visitante. A estrutura está inserida na Fazenda Ipiranga e abriga, em suas dependências, o Instituto Impacto, organização que atua no desenvolvimento de pesquisas e soluções voltadas à convivência entre fauna silvestre e atividades produtivas.
A presença do instituto reforça o compromisso da pousada com a ciência aplicada, contribuindo para o monitoramento da biodiversidade e para a construção de estratégias que minimizam conflitos no bioma.
“Acreditamos que o turismo é uma ferramenta poderosa de conservação. Ao valorizar espécies como o tamanduá-bandeira, mostramos que cada animal tem seu papel e sua importância no equilíbrio do Pantanal”, reforça Eduardo Eubank.
Diversificação fortalece o futuro do Pantanal
A ascensão do tamanduá-bandeira como novo atrativo turístico representa mais do que uma mudança de interesse: é um indicativo de maturidade do ecoturismo na região. Ao ampliar o foco para outras espécies, o Pantanal fortalece sua imagem como um dos ecossistemas mais ricos e diversos do planeta.
Esse movimento também contribui para a sustentabilidade econômica das iniciativas locais, como a Pousada Piuval, que seguem apostando em um modelo que une conservação, ciência e turismo responsável.
Ao visitar o Pantanal em busca do tamanduá-bandeira, turistas não apenas vivenciam uma experiência singular, mas também ajudam a preservar um patrimônio natural único — onde cada espécie, seja ela símbolo ou coadjuvante, tem papel essencial na construção desse cenário extraordinário.





