Demanda turística indica fortalecimento do destino com aumento de fluxo, permanência qualificada e maior diversidade de mercados emissores
A mais recente Pesquisa de Demanda Turística de Foz do Iguaçu (dezembro 2025), produzida pelo Observatório Nacional de Turismo Sustentável do Itaipu Parquetec, em parceria com o Ministério do Turismo (MTur), mostra que o destino segue em forte ascensão, com um perfil de visitantes cada vez mais diversificado e uma dinâmica de permanência que favorece o desenvolvimento econômico do município.
O estudo, um dos mais completos já realizados sobre o turismo local, traça um panorama comparativo entre os turistas que visitaram Foz do Iguaçu em dezembro de 2024 e dezembro de 2025, período considerado de alta temporada. A análise inclui variáveis socioeconômicas, procedência, organização da viagem, comportamento de consumo e percepção dos serviços turísticos.
Turista brasileiro ainda domina, mas internacional cresce em representatividade
Segundo os dados do relatório, o público brasileiro continua predominante entre os visitantes, representando cerca de 77,8% do total, seguido por turistas da Argentina (7,5%) e um crescimento significativo de visitantes de outros países, que juntos alcançam quase 10% da demanda. Esse movimento sinaliza uma atração internacional mais ampla, além dos tradicionais mercados fronteiriços.
Entre o público doméstico, o estudo destaca origens diversificadas de estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e outras regiões do Brasil, reflexo de uma estratégia de promoção mais abrangente que tem ampliado o alcance do destino.
Perfil socioeconômico: estabilidade e consumo qualificado
A pesquisa identificou que o turista médio de Foz do Iguaçu em 2025 se caracteriza por: equilíbrio de gênero, sem grandes variações entre os períodos analisados; Maioria na faixa de 32 a 50 anos, englobando um público com maior poder de consumo; Renda familiar compatível com experiências e serviços de maior valor agregado, demonstrando potencial de gasto em setores como gastronomia, entretenimento e atrações turísticas.
O relatório também aponta que há um leve aumento no percentual de turistas que viajam com amigos, abrindo espaço para ações de marketing e pacotes segmentados por grupo, além dos tradicionais públicos familiar e de casais.
Os dados analisados revelam ainda que:
A média de permanência foi de três noites, acima da média nacional, que gira entre duas e três noites;
As Cataratas do Iguaçu mantêm-se entre os principais atrativos visitados, reforçando seu papel como destino ícone;
A cidade demonstra capacidade de atrair também turistas que visitam múltiplos pontos, desde atrações naturais até espaços culturais e gastronômicos.
Outro dado que chama atenção no levantamento é a expressiva redução do número de turistas que estavam apenas em trânsito pelo município. Em dezembro de 2024, esse público representava 16% dos visitantes entrevistados; já em dezembro de 2025, o percentual caiu para apenas 2,9%. A mudança pode indicar uma transformação no posicionamento do destino: Foz do Iguaçu deixa de ser percebida majoritariamente como ponto de passagem estratégico e se consolida cada vez mais como destino principal de viagem.
O estudo também registrou queda no percentual de visitantes que declararam não ter visitado nenhum atrativo turístico durante a estadia. O índice passou de 8% em dezembro de 2024 para 4,8% em dezembro de 2025. A redução sugere maior engajamento do turista com a oferta local e melhor distribuição do fluxo entre os diferentes pontos de interesse do município.
Impacto econômico e tendências para 2026
Além de refletir a realidade imediata do turismo em dezembro, a pesquisa serve como importante subsídio para gestores públicos e iniciativa privada planejarem ações estratégicas para 2026, ano para o qual outras projeções apontam crescimento contínuo do fluxo de desembarques no município.
Especialistas destacam que dados como permanência mais longa, diversificação de mercados e maior gasto por visitante são fundamentais para a consolidação de Foz como destino não apenas de passagem, mas de experiências completas e múltiplos segmentos como ecoturismo, eventos, negócios e turismo cultural.
A pesquisa de demanda turística de dezembro de 2025 mostra que Foz do Iguaçu vive um ciclo de crescimento, com maior diversidade de origens e comportamento de consumo que potencializa os setores locais. Esses indicadores evidenciam a cidade como hub turístico de relevância nacional e internacional, com capacidade de manter o turismo como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico da região.





