Copa do Mundo inspira brasileiros a descobrir vinhos de novas origens

Projeto de importação de uma das maiores vinícolas brasileiras apresenta sugestões de harmonização inspiradas em seleções que estão no torneio e destaca o crescimento do interesse por rótulos internacionais

A Copa do Mundo costuma mobilizar milhões de pessoas em torno do futebol, mas seus reflexos frequentemente ultrapassam o universo esportivo. À medida que o torneio se aproxima, cresce também o interesse por aspectos culturais dos países participantes, como gastronomia, turismo, música e hábitos de consumo. No universo do vinho, esse movimento tem contribuído para ampliar a curiosidade dos brasileiros por rótulos de diferentes partes do globo.

Embora Chile, Argentina e Portugal continuem entre as principais origens consumidas no Brasil, profissionais do setor observam um interesse crescente por vinhos produzidos em países como África do Sul, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos. O movimento acompanha uma tendência de ampliação do repertório dos apreciadores da bebida, que vêm explorando novas variedades de uvas, estilos de produção e características regionais.

Atento a esse movimento, o Casa Perini Mundo, projeto de importação da Casa Perini, reúne vinhos de diferentes nações e propõe uma jornada por algumas das culturas que estarão representadas no campeonato de 2026, com destaque para Pinot Noirs da Nova Zelândia, Chenin Blancs da África do Sul, Cabernet Sauvignons da Austrália e Chardonnays da Califórnia, tipos que ajudam a traduzir a diversidade e a identidade das principais regiões produtoras desses países.

Para Franco Perini, presidente do conselho de administração da Casa Perini, eventos globais ajudam a despertar a curiosidade do público para aspectos culturais que vão além do esporte.

“Quando um país ganha visibilidade por meio de um evento internacional, é natural que as pessoas queiram conhecer mais sobre sua gastronomia, seus costumes e seus produtos. O vinho acaba sendo uma porta de entrada interessante para essa descoberta”, afirma.

A relação entre vinho e identidade cultural ajuda a explicar esse interesse. Cada região produtora carrega características próprias de clima, solo, tradições e métodos de elaboração, elementos que influenciam diretamente o perfil dos vinhos e ajudam a contar a história de cada território.

Segundo Perini, o fenômeno também reflete uma evolução do próprio mercado brasileiro.

“Há alguns anos, o consumo estava concentrado em poucas origens mais conhecidas. Hoje, percebemos um consumidor muito mais curioso, aberto a experimentar novos estilos e interessado em compreender as características que tornam cada região produtora única. Isso demonstra um amadurecimento da cultura do vinho no Brasil e amplia as possibilidades de escolha para quem consome”, observa.

Nesse contexto, iniciativas como o Casa Perini Mundo refletem um mercado mais aberto à diversidade de procedência e contribuem para aproximar os brasileiros de diferentes tradições vitivinícolas.

SOBRE A CASA PERINI 

Com quase 100 anos de história, a Casa Perini está entre as maiores vinícolas do Brasil. Localizada no Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha, a vinícola conquistou mais de 300 medalhas nacionais e internacionais. Um dos seus destaques é o Casa Perini Moscatel, eleito o 5º melhor vinho do mundo em 2017 pela WAWWJ (World Association of Writers & Journalists of Wine & Spirits).

Fundada por Benildo Perini e com os primeiros vinhos familiares elaborados em 1929, a Casa Perini conta com a participação da sócia Maria do Carmo Onzi Perini e a liderança dos filhos Franco Perini, presidente do conselho administrativo e Pablo Perini, Diretor de Marcas e P&D. A vinícola se destaca pela combinação de tecnologia de ponta com uma equipe altamente profissional, produzindo vinhos com criatividade e talento excepcionais.

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