Novo comportamento do consumidor leva hotelaria a repensar presença digital

Grupo Mabu reformula plataforma digital para integrar hospedagem, experiências, destino, eventos e ofertas em um mesmo ambiente

O processo de compra em ambientes digitais está cada vez menos linear. Na hora de planejar uma viagem, o viajante pesquisa destinos, compara produtos, consulta avaliações, busca informações sobre atrativos e verifica preços antes de decidir onde se hospedar. Nesse cenário, as plataformas digitais e as ferramentas de inteligência artificial passam a exercer um papel cada vez mais relevante na descoberta e na tomada de decisão.

É a partir dessa mudança de comportamento que o Grupo Mabu lança sua nova plataforma digital. O projeto reúne Mabu Thermas Grand Resort, Mabu Curitiba Business e My Mabu em um único ecossistema, organizando informações sobre hospedagem, lazer, gastronomia, experiências, ofertas, destinos e eventos.

“A tecnologia precisa acompanhar a forma como as pessoas tomam decisões hoje. O hóspede não chega necessariamente ao site procurando apenas um quarto. Ele pesquisa o que fazer, procura por informações sobre o destino, compara opções, consulta avaliações e tenta entender qual produto faz mais sentido para a viagem que está planejando. Nosso objetivo é reunir essas informações em um ambiente mais completo, que ajude o viajante desde a pesquisa até a decisão”, afirma João Biancardi, diretor de Marketing e Experiência do Cliente do Grupo Mabu.

A plataforma também organiza o portfólio de acordo com diferentes perfis e necessidades. “Um dos nossos objetivos foi deixar de apresentar os produtos como uma coleção de páginas isoladas. Quem viaja com crianças para Foz do Iguaçu tem expectativas diferentes de quem vai a Curitiba para um evento, uma reunião ou uma viagem de lazer. O ambiente digital precisa ajudar cada pessoa a encontrar informações relevantes para decidir melhor”, explica Biancardi.

Conteúdo, tecnologia e inteligência artificial na decisão de compra

Uma pesquisa da Booking.com realizada com viajantes de 34 países, incluindo o Brasil, mostrou que 80% dos brasileiros pretendiam utilizar inteligência artificial para organizar viagens em 2026, seja para buscar restaurantes, encontrar hospedagem, organizar orçamento ou localizar promoções.

A mudança impacta a forma como as empresas estruturam sua presença digital. Além de aparecer nos mecanismos de busca tradicionais, marcas passam a considerar a indexação e a organização de seus conteúdos para que possam ser encontrados e utilizados por ferramentas de inteligência artificial. O Grupo Mabu já registra vendas originadas a partir dessas novas formas de pesquisa e descoberta.

Dentro da nova plataforma, o conteúdo ganha espaço estratégico por meio da seção “Dicas de Viagem”, que reúne informações sobre destinos, atrações, períodos para viajar e possibilidades de passeios. A proposta é transformar o site também em uma fonte de informação para quem ainda está planejando a viagem, apresentando conteúdos sobre Foz do Iguaçu, Curitiba e outros temas relacionados aos destinos onde o grupo atua.

Além das informações sobre lazer, gastronomia, bem-estar e ofertas, o novo site conta com uma área dedicada a eventos em Foz do Iguaçu e Curitiba, com detalhes sobre os espaços e infraestrutura disponíveis. Avaliações de hóspedes provenientes de plataformas como Google e TripAdvisor também foram incorporadas à navegação, aproximando a prova social do momento de decisão.

Para Biancardi, a nova plataforma também fortalece a estratégia de relacionamento do grupo. “A reserva direta é uma consequência importante, mas não é o único objetivo. Existe um valor estratégico em conhecer melhor quem está interessado nos nossos produtos, manter esse relacionamento e conseguir conversar novamente com esse viajante. A tecnologia nos permite transformar um primeiro contato em uma relação que pode continuar ao longo do tempo”, pontua.

A estratégia acompanha um consumidor que mantém as viagens entre suas prioridades de consumo. A mesma pesquisa da Booking.com mostrou que 70% dos brasileiros pretendiam aumentar os gastos com viagens de lazer. Entre aqueles dispostos a gastar mais, 42% planejavam permanecer mais tempo fora de casa e 40% aumentar os gastos com atividades e alimentação durante a viagem.

Em um cenário no qual a pesquisa por viagens acontece em buscadores, redes sociais e ferramentas de inteligência artificial, estar presente com informações completas, relevantes e acessíveis passa a ser parte da estratégia para conquistar a atenção do viajante e transformar interesse em relacionamento e negócio.

 

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